Publicado por: joaomc1952 | outubro 20, 2011

Via Claudia Augusta: Dia 2 de pedal

Nosso companheiro Fábio Dantas escreveu um comentário ao post anterior, descrevendo a experiência que ele, Wagner, Valber e Thiago tiveram no final do dia 1. Como nem todo mundo lê os comentários, eu tomei a liberdade de reproduzi-lo a seguir, porque retrata bem o sufoco que todos nós passamos pedalando à noite, no frio e com os pés molhados:

Gostaria de acrescentar um breve relato sobre a situação que eu, Wagner, Valber e Thiago enfrentamos: a gente se separou do grupo principal no trecho citado por João, tomando o rumo “certo” da trilha. Entretanto, após um trecho de cerca de 10 k, cometemos um equívoco, e, ao invés de seguir pela ciclovia que nos levaria a Lemoos, seguimos por uma rodovia, que ia no sentido oposto!! já era noite, o frio estava lancinante, os dedos dos pés e das mãos congelando… uma subida que parecia infinita, rumo ao desconhecido. O estresse era subjugado pelo visual da neve, realçada pelo luar. Já próximos ao início do desespero, fomos encontrados por uma miniambulância, cujo condutor, um médico da região, deu-nos apoio, levando-me até Lemoos, onde encontrei Bernardo. Na van, retornamos à cidade anterior, para resgatar os demais integrantes do grupo. Chegamos cerca de uma hora após os demais, friorentos e estressados, mas, acima de tudo, satisfeitos pelo final feliz.

Na terça-feira, depois de uma boa noite de descanso, posamos para a foto de saída em frente ao hotel.

E começamos a pedalar, com destino a Landeck, nossa próxima parada a 58Km de distância.

Como sempre arrodeados da beleza estonteante dos Alpes.

Alguém sabe por onde é a trilha?

Trilha no meio da mata, subindo na direção do Fernpass, uma passagem para o outro lado da montanha que seria o ponto mais alto do dia.

Nesse dia tivemos de tudo, trechos onde para alguns (eu, por exemplo) foi preciso empurrar a bike .

Muito pedal ladeira acima.

E as paradas para recuperar o folego 

e admirar a paisagem

Até atingirmos o ponto mais alto do dia. O GPS marcou 1270m acima do nível do mar.

Por causa da altitude e do frio, encontramos muita neve. 

E chegamos ao trecho mais desafiador do dia, uma trilha na encosta da montanha com um abismo do lado e esta ponte para atravessar.

Alucinante é pouco.

E não pode olhar para os lados para admirar o visual.

A trilha continuou desafiadora.

Não dá para perceber na foto, mas este trecho é muito técnico e inclinado. Precisa de concentração na trilha.

Quem tem juízo, preferiu descer caminhando.

E apreciando a paisagem do lado da trilha.

Depois de sair das montanhas, pedalamos por um belo vale, aproveitando o dia que estava perfeito.

Paramos na cidade de Imst para encher os cantis.

E descansar as pernas.

Neste trecho, a Via Claudia se encontra várias vezes com uma das muitas trilhas do Caminho de Santiago (Jakobsweg), que levam à Santiago de Compostela, na Galícia (Espanha).

No final da tarde fomos nos aproximando de nosso destino.

Na pensão Thiablick, nos esperava uma cerveja gelada e a simpatia dos donos, Herr Bernd Krüger e sua esposa.

Á noite, fomos ao melhor restaurante da cidade e da nossa viagem, na opinião da maioria. Um ambiente medieval, como mostram os painéis nas paredes. 

A tapeçaria.

E os talheres.

Como era temporada, vários pratos de caça estavam disponíveis. Eu pedi um “medalhões de springbook (antílope)” que estava tão bom que eu esqueci de fotografar. Acompanhado, como sempre, de uma deliciosa weinzenbier.

A mesa “classe A”, dos casados.

E a “classe B” dos solteiros, que foi a que recebeu o melhor atendimento das garçonetes.

Depois, retorno ao hotel para descansar, porque no dia seguinte teríamos o dia mais pesado de pedal: a passagem para a Itália através do Reschenpass. 


Respostas

  1. Show!!!!!

  2. Belas imagens João! Não sei se vc pensou nisso, mas seria interessante fazer um post com as informações de onde alugar as bikes, custo, etc.. Já tem gente me perguntando isso depois de ter visto as fotos!

    Abraço

    Luiz

    • Valeu Luiz. Realmente a logística foi grande. Se eu não estivesse aposentado não teria conseguido.
      Dá pra conseguir toda a informação pela internet, mas dá muito trabalho.
      Vou organizar toda a informação para disponibilizar.
      Grande abraço.

  3. Relato perfeito, ilustrado… parece que estamos revivendo aqueles momentos! A sensação de pedalar ao lado e sobre a neve foi uma das mais interessantes experiências que vivemos. Eu, principalmente, não conhecia a neve, e fiquei feliz demais por tudo isso!

  4. Joao e Laura, estou babando!! Ah, sim estou no computador do Davi por isso desculpem a falta de acentuacao. Voltando ao pedal de voces, AMEI! Lindas fotos, visual estonteante, pedal o dia todo com uma cerva no fim do dia. O que pode ser mais perfeito? Muitas saudades de voces, curtam muito!

    • Legal Tati, Da próxima vez vocês virão conosco. Vimos as fotos do batizado. Parabéns e beijos!

  5. Show de bola. Aquela trilha com o desfiladeiro ao lado der ser demais. Adrenalina pura.
    Professora Laura aguentou o rojão? rs.
    Abraços.

    Anderson Laursen

    • Vai ter de esperar até o final do relato para saber. hehehehe…

  6. Amigo João,

    Fico muito gratificado em receber as imagens do teu percurso nos Alpes. Embora jamais pense em fazer algo parecido, creio sentir um pouco da tua emoção, da tua alegria em realizar essa travessia ou “travessura”. Um forte abraço no amigo e na Laura. RG

    • Querido Roberto,

      Realmente a travessura foi grande, mas valeu a pena. Melhor ainda que agora posso compartilha-la com os amigos que apreciam o que é belo no mundo.

      Grande abraço.


Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

You are commenting using your Facebook account. Sair / Alterar )

Connecting to %s

Categorias

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.